sábado, 2 de setembro de 2017

Resenha Literária: Dom Casmurro, Machado de Assis


Um dos maiores escritores da língua portuguesa, chamado Machado de Assis, escreveu maravilhosamente Dom Casmurro, um romance que aborda temas como, construção de identidade, ciúmes, amizade e acima de tudo, paixão.

O livro trata de um menino denominado Bentinho, que quando nasceu foi entregue a uma promessa que a mãe fez; se acaso Bentinho nascesse em bom estado de saúde seria levado ao convento para ser padre.

Além disso, há uma apresentação maravilhosa sobre o significado  de Dom Casmurro: "não consultes dicionários. CASMURRO não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo." Logo, ve-se que era um homem introspectivo, porém com elegância de um burguês.

Passado a apresentação espetacular, vem o começo dessa incrível história. Está que de início é uma história de promossera  a ser cumprida, mas nao é apenas isso, tem o surgimento de uma amizade avassaladora entre Bentinho, e sua amiga Capitu.

Mas o que era amizade passar a ser uma paixão de quebrar muralhas. Bentinho só pensava em Capitu, em Deus olhos:"Olhos de cigana oblíqua e dissimulada."

Não escreverei mais sobre o livro, pois deixarei para futuras leitura; contarei sobre as minhas impressões e relação com o mundo do Casmurro, com o nosso.

Primeiramente, quero falar que a história tem semelhança com a música de Eduardo & Mônica, de Renato Russo. Pois, mostra como Mônica é uma mulher que não tem medo de nada, e enfrenta tudo, como Capitu, mas, Bentinho que no caso seria Eduardo, é uma criança porque não consegue enfrentar a vida sozinho, precisa de alguém ao lado para seguir em frente.

Além disso, tem 500 dias com ela um filme maravilhoso que mostra a independência de ser mulher; como no livro Travessura da menina má, que tem muito haver com a personagem Capitu, de uma mulher que sabe o que quer sem precisar de ninguém em sei pé.

Enquanto isso há o ciúmes possessivo de Bentinho por Capitu, pois como o mesmo disse:"Capitu era mais mulher, do que ele, que era homem". Por vezes, achei Bentinho com inveja da coragem que Capitu tinha para ver a vida.

Para finalizar em grande estilo, vamos terminar com poema Quadrilha, de Drummond de Andrade:

João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinha entrado na história.

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