Livro: Ciranda de Pedra
Autora: Lygia Fagundes Telles
Editora: Editora nova fronteira
Páginas:204
O livro começa com Virginia subindo as escadas às pressas e se trancando no quarto.
A empregada Luciana mandou Vírginia abrir a porta o mais rápido possível, mas Vírginia estava querendo ajudar a formiga que ia entrar numa frecha perigosíssima; Estava na cabeça dela o que Conrado disse sobre os bichos "Se você for má e começar a matar só por gosto, na outra vida você será bicho também, mas um desses horríveis, cobra, rato, aranha..."
Depois de tanta insistência, e de usar Daniel como subterfúgio para conseguir que Vírginia abrisse a porta. Dizendo que ia contar tudo para Daniel, mas numa fração de segundo Vírginia se exaltou vociferando que o pai dela não era ele coisa nenhuma, era Natércio o pai dela.
Conseguindo entrar no quarto, disse que Vírginia estava atrasada para a festa, e tinha que colocar imediatamente a fita em seus cabelos.
Vírginia tinha duas irmãs, Bruna e Otávia, sendo que sentia um imenso ódio por Otávia, pois era a mais bonita de todas, e a inveja lhe carcomia por dentro.
Vírginia é de pai separados e no entanto, mora com Daniel, o atual marido de Laura, sua mãe que está doente, e Bruna e Otávia não acredita mais na recuperação da mesma. Só Vírginia que acredita.
Mas num determinado dia Vírginia se depara com a morte da mãe e não consegue suportar tamanha tristeza. Sendo assim, foi morar com Natércio um tempo, mas de uma hora para outra decidiu ir para o convento, pois era a melhor opção.
Passaram se alguns anos e Vírginia saiu do convento, e já estava outra Vírginia, não era a mesma. Mas ainda tinha os olhos de gazela; e quando saiu foi sabendo das novidades. E uma delas foi de Daniel, pois ficara sabendo que ele se matara. Luciana disse a ela : "Um tiro entrou por um ouvido, e saiu pelo outro."
O livro em si é uma ciranda de pedra, composto por Otávia, Bruna, Afonso, Conrado, e todos formam aquela ciranda de pedra, que não se permite que entre alguém; Principalmente Vírignia, que se vê excluída, e a solidão lhe pega, e não sai mais dela.
Posso dizer que este enredo é uma mistura de sentimentos, de solidão, de descobrimento, de perdas, de dores, poucas vezes vi alegrias, mas não é um livro triste. Mas sim uma pequena amostra de que pode causar um lar desestruturado por alguma traição.
Amei, ler este livro, senti às vezes uma vontade de ajudar Vírginia em alguns aspectos, mas deixei ela seguir o seu caminho, e ver a vida como ela é. Não me senti decepcionado em nenhuma parte do livro, acho que a palavra certa é que me senti encantado com este livro. Como todos os outros livro da Lygia.
Sendo que pensei no livro As horas nuas, quando Letícia está falando com Vírginia sobre os homens que namorou, e cada um com a sua particularidade. E não teve como não me lembrar de Rosa Ambrósio falando do três homens que a marcaram. E no entanto eu fiquei me perguntando se a construção de Rosa não foi feita a parti da lembrança deste personagem.
Aconselho a todos a lerem esta obra, que foi o primeiro romance publicado de Lygia, que carrega uma profundidade nos personagens que só vi em Clarice Lispector, e em Fiódor Dostoievski.
Olá, José Henrique! Não poderia deixar de comentar nesse post, porque sou apaixonada pela Lygia Fagundes Telles. Li muito a autora durante a minha adolescência. Esse livro, em especial, li duas vezes, assim como "Verão no aquário". Enfim, a autora é realmente maravilhosa! Também tenho um blog sobre livros e espero receber a sua visita: http://www.abibliotecades.blogspot.com.br/
ResponderExcluirOlá, Eva! Somos dois apaixonados pela Lygia Fagundes Telles, estou amando ler os livros dela. Ainda não li "Verão no aquário", mas quero muito lê-lo.
ExcluirVerei sim, com todo prazer! E volte mais vezes, Eva, contamos com a sua presença!
Abraços, e tenha ótimas leituras!